segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

...e as limbéias grunleiam...

Nos barôneos vicímios do trunjar arfôntico
Uma griléia trensgrena no burfante nitral
Se os marfêmios surfendem no ordeal trônico
As frunontes jergarão no redo bastral

Para trefear nos úrticos grasféticos
As limbéias loforgam em drasdais
Ora grunleiam nos tritédicos
Ora grunleiam nos fripeais

E se os tregônicos não brofejarem?
Alpigutos broniarão entre si
Se as trampéias trifanas jerjaram
Serfito cragueiam o marbuí


"A melhor forma de exercitar o texto é inventando palavras. Elas facilitam a construção das frases, o encaixe de fonéticas, de métricas e, o mais impressionante, nem sempre são palavras inexistentes... Se não existem, com o contexto da obra é possível imaginar seus significados..." (Gui Crespo)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

NÃO!

O texto abaixo foi escrito por uma grande amiga, Camila, sobre o tema NÃO. Ela expôs seu ponta de vista, o qual é muito interessante, e eu expus o meu, sobre o tema que ela escolheu.

Não existe certo ou errado, existe pontos de vistas bem argumentados, bem defendidos. O bacana do texto, é que ele nunca é aquilo que estava na sua cabeça quando pensou em escrevê-lo, mas aquilo que surge em sua mente, ao desenvolvê-lo!

O interessante, é que ambos os textos tem o mesmo intuito, enaltecer a antítese do NÃO.

Boa leitura!


Não!
Palavra poderosa e que fecha muitas portas.

Não!
Palavra de forte pronúncia e várias entonações negativas.

Não!
Dor,
Ardor,
Pedido,
Súplica.

Não!
Quem não tem medo dela?
Receber um não é a certeza de
não ter;
não poder;
não ser.

Não!
É a palavra que nos leva a sofrer por antecipação.

Não!
É a palavra que não deixa dúvida.

Não!
Palavra poderosa e que apesar de fechar muitas portas, abre as portas corretas.

Não!
Palavra de abertura de olhos.

Não!
A única palavra que permite a nossa evolução.

Não?!

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NÃO concordo!

NÃO é uma palavra que, ao mesmo tempo que breca, que fere, que fecha portas, auxilia no crescimento, da personalidade de crianças, no aprendizado da perseverança!

O NÃO fecha portas, mas abre outras... O NÃO machuca, mas o caleja para um futuro SIM... O NÃO impede que pessoas façam coisas erradas, e que NÃO apoiem causas ruins, como guerras, uso de drogas, trabalho infantil, abusos de menores, violências domésticas contra mulheres, enfim...

O NÃO é o superego da vida... O NÃO ensina ao errado, o que é certo. O NÃO interfere na liberdade das imprudências, no crescimento do ódio.

Para todos os casos, o NÃO pode ser uma salvação, um auxílio, uma quebra de orgulho, de um ato ruim.

NÃO se enganem, achando que essa palavra é apenas negativa. Nem sempre seus derivados, atrelam-se à suas origens.

SIM, é possível dizer NÃO!



Gui Crespo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Como Escrever Um Texto?

Nunca sei como começar um texto... Dizem que precisamos de um tal de começo, seguido de argumentos, mais conhecidos como desenvolvimento, e um tal de final, no final...

Nao sei como vou começar a escrever isso, afinal já estou no meio do texto e ninguém me explicou como faz....

Talvez se eu começasse a filosofar, eu conseguiria desenvolver isso que chamam de texto.

Dizem que se desenvolvermos 3 parágrafos já está bom, pois dizem que, em tese, são 3 argumentos.

Bom, já que não estou entendendo nada, vou concluir. Afinal, você não vai querer me dar atenção, e nem a nada que estou lhe dizendo. Você poderia aprender com alguém que saiba...

Não importa o que falamos, mas o que fazemos. Sim, as palavras têm poder, desde que sejam usadas corretamente.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Missão Impossível

Quando menos se espera. Quando dificilmente acredita-se que alguém pode mudar conceitos, fazer com que esqueçamos as manobras de se esquivar de alguém, a gente encontra. Mas aí percebemos que, ao invés de sermos os que manobram, passamos a ser manobrados. A sermos vítimas do próprio truque da fuga das reticências.

Percebemos que, deixamos todos os conceitos, acervos de esquivos, de fuga, quando mexem com nossa estabilidade. Mudar de energia, enquanto essa está em outra vibração, é uma manobra difícil de ser realizada, porém muito valorizada quando alguém a executa.

Conseguir fazer com que uma pedra vire espuma, com que o preto/branco vire cores, com que, mais do que beleza, tenha conteúdo, é algo realmente digno de aplausos.

Aplausos inclusive, têm som semelhante a batida que escuto dentro de mim. Onomatopéias das pedras se dissolvendo? Talvez um novo ritmo querendo ser embalado. Não sei. E é exatamente isso que faz com que eu valorize-a e ache-a interessante.

O que ninguém entende é que gostamos do diferente, do que nos desequilibra, do que nos parece impossível, do que mexe conosco de tal forma a qual questionamos a todo momento o porque, o motivo da trepidação.

Gostamos do novo. Do que sobrepõe os arquivos de nossa mente, da realidade, do metafísico. Do que nos faz querer cada vez mais e mais.

Mais do que interessante, é sentir isso de novo, depois de tanto tempo. É dar vida àquilo que já não se acreditava ter mais vida. É despertar um eu interior, que já havia sido "conjugado no passado". É reescrever uma história que nunca fora feita por completo, por mãos suas.

Basta fazer com que aconteça, e garanto que farei com que valha a pena.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Era Criança... Era

Quando eu era menino, ia pra escola de perua, ostentando minha lancheira laranja das Tartarugas Ninjas, onde minha mãe depositava com todo amor e carinho, suco Mupy e bolachinhas Fofys. Em uma vasilha de plástico, um pedaço de bolo para entregar ao meu primo na hora do recreio. Meus amigos e eu, esperávamos ansiosamente a hora do lanchinho, pra podermos comer a merenda e bater bafo com as figurinhas do Brasileirão. Eu tinha o Cafú, meu amigo tinha o Éder Aleixo, e trocávamos ou brincávamos de bater figurinhas.

Jogava bola com latinha amassada de Coca-Cola, suava o uniforme, onde uma marca de Toddynho já havia sido feita por algum coleguinha de sala. Brigas? Ah, o “te pego na saída” era bem conhecido entre a minha turma. Quem atacava papel ia sentar na primeira fila, ia pra fora, ou pra sala da Tia Cida.... Tia Cida nãaaaaao, falávamos com os olhos!

A maior alegria era perto das 17:30h. Ouvíamos no microfone: “Atenção alunos de primeira a quarta-série para a saída....”, e corríamos com nossas mochilas de rodinha. Lá fora, nossos pais nos esperavam, e os “mafiosos” da sala também!
Bons tempos! Como dizia meu avô, tempos que não voltam mais! Ou como diz a minha mãe: “eu nasci na melhor época!”.... Gozado, todos dizemos a mesma coisa.... Mas, e as crianças de hoje? Dirão isso também?

Pensamos que não, mas quem garante que estamos certos? Nossos pais pensavam a mesma coisa quando éramos jovens. Mas por outro lado, duvido muito. A infância de hoje é robótica, é eletrônica, é virtual. Não tem a inocência do conhecimento, e não tem a malícia da molecagem. A criança da nova era é inteligente demais para brincar, e burra demais para ser criança.

Não existe mais a brincadeira de rua, onde chinelos eram traves, bandeiras. Onde pedras pintavam a linha de fundo nas ruas, e onde bolas voltavam furadas de onde acreditávamos que existia uma bruxa velha. Não existe mais pega-pega, esconde-esconde, rouba-bandeira. Hoje, o pega-pega é jogo de guerra online, o esconde-esconde é o status de invisível do MSN, e o rouba-bandeira não existe, porque nenhuma criança consegue “explorar” o outro lado pelo computador.

Meninas não brincam de bonecas. As bonecas viraram crianças, e as meninas, mulheres. Não existe amizade de rua, apenas de internet. Cartas já não se recebem mais. Agora são e-mails, mensagens, SMS. Beijos são abreviados e virtuais.

Os pés sujos do futebol de rua, os tampões estourados e os vidros cravados na sola dos pés. Que criança tem isso hoje? Elas não sabem o que é pisar na rua, sentir a alegria de ser moleque.

Buscar madeiras nas construções, pular muros de terrenos baldios, apenas para fazer a fogueira de São João. Jogar vídeo-game na casa dos amigos, se o cartucho funcionar, mesmo depois de assoprá-lo.

Uma criança a frente de outra criança, hoje, não sabe ser criança. Não tem assunto, não tem memória, não tem lembrança. Tem vergonha, não tem postura. A criança conhecia o mundo com seus próprios pés. A criança de hoje tem o mundo aos seus pés, sem ao menos pisar nele.

Eu nasci na melhor época. Bons tempos que não voltam mais!

domingo, 25 de abril de 2010

É Hora...

Em determinados momentos tenho vontade de largar tudo, nem todos. Vontade de celebrar a vida, fazer o que gosto, sorrir com meus dentes e voar sem medo. Ter o presente como passado distante, para que o presente se tornasse futuro, e o passado, mais passado ainda.

Saber que existem outros ares, outros mares, centenas de outros lares. Lares naturais, profissionais, onde meus segundos pudessem ser longos minutos, sem ao menos achar que o dia está demorando pra passar.

Quero rever conceitos, reviver direito um novo mundo. Quero atravessar montanhas, subir colinas e descer morros. Construir horizontes através de imagens sobre a vida. Quero viver em paz, sabendo que, se olhar para trás, verei o quão valioso é o meu presente. Presente da vida seria se a vinda do futuro fosse agora. Hora de mudar, de voar, de ser feliz!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vida

Se eu tivesse o dom de escolher o tom da vida, seria bom. Gozar das aventuras, pular as consequências, saltar a independência e ir muito além de uma reticência. Seguir o desenrolar da vida, fotografar com a mente que, lida, reflete-se no texto que não mente o que a gente relata sem medo. Ganhar o medo, ganhar a corrida contra o tempo, contra o vento, que a todo momento deseja nos oferecer sensações de paz, deixando para trás todos os resquícios que nunca quistos, infelizmente eram reais.

Liberdade e ímpeto como o sangue que corre pelas artérias, arteiras que pintam o meu coração de vermelho, que origina o batuque da alma no ritmo do que vejo, do que sinto, do que vivo. Vivo ao descobrir e a explorar barreiras que fazem refletir sobre as verdadeiras formas de entender o significado da vida, que se não vivida, perde a razão e o motivo do riso. Razão, emoção, satisfação, um sentimento de valorização. Vamos celebrar o coração, que sente como a mente, a razão da nossa missão. Ser feliz!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Borboleta

Este texto foi escrito por mim no dia 20 de Dezembro de 2009, aniversário da Pri. Eu acabara de conhecê-la, e havia me encantado por ela. Queria que, de alguma forma, ela entendesse que havia interesse de minha parte. Então, resolvi através do presente de aniversário dela, dizer através de metáforas, o quanto eu a observava e a achava interessante.

Através de pesquisas, pude ver que ela gostava muito de borboletas, e pensei: "por que não dar algo de borboleta a ela, e fazer um texto, comparando-a a borboleta?". Foi isso que eu fiz. Juntamente com o presente, escrevi um texto sobre as borboletas, enaltecendo suas qualidades e relatando sobre suas belezas. A princípio, as borboletas têm um significado inverso, pois elas simbolizam o "aviso de morte". Preferi mudar isso e, sobre outra visão, descrever sobre o que eu observo sobre elas, em especial minha namorada Pri, que também é uma borboleta. :-)



A borboleta é símbolo da beleza, do encanto.
Sinônimo de leveza, de liberdade.
É feliz sem fazer mal a ninguém.
Deixando admiradores por onde passa

A borboleta é o ser do progresso.
Muda "sempre" em sua vida, para melhor.

Por isso é amada e adorada por todos.
Consegue ser linda, viva, colorida.
Deixa rastros de alegria por todo canto
Espalha felicidade, sorrisos e brilho.

É um ser frágil, mas que, tratado com carinho
Continua a dar cor aos seus olhos
Dar alegria aos que vêem
Dar paz ao ambiente.

Pri, você é como as borboletas.
Devido a isso, sua preferência por elas
Pelo seu encanto, alegria, brilho e beleza.

Passei a adorar as borboletas
Em especial, você, que não é borboleta
Mas me encanta, me alegra e me contagia.

terça-feira, 24 de março de 2009

Encontro Amoroso

Encontro. Palavra que vai ao encontro com a ansiedade. Gera um tipo de arrepio. O encontro é o início de tudo.... ou o fim de tudo?!?!. Em um encontro podemos conhecer o par perfeito, mas também o início do inferno que irá virar sua vida se continuar a sair com ela. Ela... é tão linda, tão... Calma! Foco! Sem ansiedade, ou não irá ser um encontro bacana. Mas se o encontro for bacana, será o início (do inferno) ou o fim (da solidão).

Início. Fim. Um encontro pode ser o início ou o fim. Se beijá-la no início, o fim é rápido, porém feliz... Será? Se beijá-la no fim, pode ser o início de uma linda história de amor, ou o início do inferno. Tudo chega em um fim. No fim tudo dá certo. Se não der certo, é porque ainda não chegou ao fim. Ou porque alguém não estava afim. Enfim. É preciso encontrar. Faz parte da vida e, a vida nada mais é do que uma história, e toda história tem início, meio e fim.

Espere! Meio? Havia esquecido do meio. Qual o melhor meio de "se dar bem" em um encontro? Ser sincero, sempre; ser transparente, sempre; pagar a conta, sempre; convidá-la novamente....; nem sempre. Afinal, os fins não justificam os meios.

Justificativa. Qual a justificativa eu daria para não encontrar com ela? Poderia dizer que estou meio cansado, com início de gripe, ou até mesmo com final de campeonato de futebol na televisão. Mas embora saiba de todas as consequências que podem vir ao aceitar um convite para um encontro, acho que vale a pena, pois como diz um certo "Pessoa", "...tudo vale a pena, se a alma não é pequena...".

Gui Crespo

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Conflitos...

Enquanto o cursor pisca, os pensamentos começam a se mover em minha mente. A caneta, ansiosa para tocar a tela, é detida pelas mãos, que aguardam autorização do cérebro para que possam iniciar a obra.

A tela, por sua vez, espera ansiosamente receber todas as informações e desabafos do consenso entre aquele coração e aquela mente aprisionados.

Este intervalo existente entre a caneta e a tela, é o que chamamos de tempo. Tempo que separa o sentimento de sua exposição, que aumenta a intensidade do sofrimento e da esperança. Esperança de que tudo se resolva... se esclareça.

Aquela pequena distância, que poderia ser inexistente é a causadora de tanto conflito entre o coração e a mente. Um jogo de "achismos". A resolução para aquele problema estava no simples contato entre o que quer falar e o que está disposto a ouvir. O que quer aceitar e o que aceita relevar.

Dessa forma, nossos corações e mentes gastariam menos os seus tempos em conflitos, e investiriam mais em harmonia. O cérebro não seria o principal administrador das situações. E as situações seriam naturais, resultante do consenso entre o coração e a mente, o emocional e o racional.