Quando menos se espera. Quando dificilmente acredita-se que alguém pode mudar conceitos, fazer com que esqueçamos as manobras de se esquivar de alguém, a gente encontra. Mas aí percebemos que, ao invés de sermos os que manobram, passamos a ser manobrados. A sermos vítimas do próprio truque da fuga das reticências.
Percebemos que, deixamos todos os conceitos, acervos de esquivos, de fuga, quando mexem com nossa estabilidade. Mudar de energia, enquanto essa está em outra vibração, é uma manobra difícil de ser realizada, porém muito valorizada quando alguém a executa.
Conseguir fazer com que uma pedra vire espuma, com que o preto/branco vire cores, com que, mais do que beleza, tenha conteúdo, é algo realmente digno de aplausos.
Aplausos inclusive, têm som semelhante a batida que escuto dentro de mim. Onomatopéias das pedras se dissolvendo? Talvez um novo ritmo querendo ser embalado. Não sei. E é exatamente isso que faz com que eu valorize-a e ache-a interessante.
O que ninguém entende é que gostamos do diferente, do que nos desequilibra, do que nos parece impossível, do que mexe conosco de tal forma a qual questionamos a todo momento o porque, o motivo da trepidação.
Gostamos do novo. Do que sobrepõe os arquivos de nossa mente, da realidade, do metafísico. Do que nos faz querer cada vez mais e mais.
Mais do que interessante, é sentir isso de novo, depois de tanto tempo. É dar vida àquilo que já não se acreditava ter mais vida. É despertar um eu interior, que já havia sido "conjugado no passado". É reescrever uma história que nunca fora feita por completo, por mãos suas.
Basta fazer com que aconteça, e garanto que farei com que valha a pena.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
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